Startups treinam pitch em evento do Founder Institute


Apresentações foram feitas para uma banca de mentores experts em inovação e startups. Inscrições no programa da aceleradora vão até 15 de março.

Se você não pode descrever sua empresa em uma frase, não a entende bem o suficiente. É o que prega o Founder Institute, que promoveu uma noite de pitches no último dia 3, colocando frente a frente pessoas que têm uma ideia para startup e uma banca formada por empreendedores já experientes no mercado, que passaram pelo processo de construção de uma empresa e estão escalando, e experts em inovação. As apresentações tiveram seus feedbacks honestos, sem meio-termo, no Pub 426, na Praia do Canto.

A fila de interessados em apresentar suas ideias no Founder Hotseat mostra a importância de eventos desse tipo, onde é possível treinar a apresentação de um projeto em um formato consagrado no mundo todo – curto, em poucos minutos, diante de possíveis investidores, com o intuito de despertar o interesse no investidor e conseguir uma reunião.

Os inscritos tinham um minuto, marcado em cronômetro – o chamado “pitch de elevador” – para falar de sua startup no palco, com orientação da estrutura que deveriam seguir: nome da empresa, o que está desenvolvendo, público-alvo, qual o problema a ser resolvido e qual sua solução inovadora.

A banca, formada por Marcilio Riegert (executivo, MCI), Danilo Nascimento (CEO, Payparking), Denis Ferrari (CEO, Azys Inovação), Renan Santana (CEO, Kokar) e Alex Rodrigues (executivo de inovação), apontou o que faltou e deu as recomendações de melhoria.

Os inscritos tiveram a oportunidade de apresentar suas ideias de negócios e aperfeiçoar seus pitches

“Já esperava opiniões duras, porque só elas que nos fazem evoluir. Preparar um pitch é fazer uma autorreflexão da empresa, e quando ouvimos os feedbacks, temos a oportunidade de refinar nossa ideia e quem sabe até mudar a rota de construção do negócio. Chegar ao mercado com um pitch bem estruturado é fundamental para buscar investidores”, disse Cledson Souto, que está criando com o sócio Flávio Trevesani a Porankatu, uma plataforma que pretende conectar pessoas e empresas que forneçam serviços ligados ao universo do lazer, diversão e entretenimento.

Cledson Souto recebe os feedbacks da banca para o pitch de sua startup

INSCRIÇÕES

Eles já estão inscritos no programa do Founder Institute Vitória, maior acelerador pré-seed do mundo, fundado no Vale do Silício e presente em mais de 180 cidades de todos os continentes. O evento de pitches foi o último antes do início do programa, dia 6 de abril, que somará 14 encontros e tem como uma de suas dinâmicas a preparação de pitches para apresentar a uma banca de investidores.

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de março, no https://fi.co/join/vix.

COMO FAZER UM PITCH*

Como fundador de uma startup, você falará de sua empresa milhares de vezes para clientes, parceiros, membros da equipe e investidores. É preciso chamar a atenção do ouvinte rapidamente e comunicar todos os elementos principais da sua ideia de maneira clara e concisa.

– A oferta definida precisa ser curta, simples e capaz de ser entendida por todos, como “um site”, “um aplicativo”, “hardware” ou “software de desktop”.

– O público definido é o grupo inicial de pessoas para as quais você venderá sua oferta. No caso de aplicativos para consumidores, geralmente é um grupo demográfico, como “mulheres entre 25 e 35 anos”. No caso de aplicativos de negócios, geralmente é uma função de trabalho em um tipo de corporação, como “administradores de sistemas em empresas de tecnologia de médio porte”.

– O problema precisa ser algo que todos entendam, como “reduzir o tempo de cobrança dos pagamentos” ou “envolver-se em uma experiência de entretenimento envolvente”.

– O componente final, o “tempero secreto”, adiciona sua abordagem única para resolver o problema e demonstra um domínio do mercado. Alguns exemplos são “enviando alertas automáticos por e-mail com base na análise dos maiores tempos de resposta” ou “com mundos virtuais construídos em reação aos movimentos dos jogadores”.

– Evite usar adjetivos, principalmente superlativos. Nunca diga “primeiro”, “apenas”, “grande” ou “melhor”, pois essas palavras indicam inexperiência.

– Defina corretamente seu mercado-alvo. Por exemplo, “mulheres” ou “pequenas empresas” são grandes demais e não são suficientemente direcionadas.

– Elimine qualquer palavra da moda, acrônimo ou jargão do setor.

* Fonte: https://fi.co/madlibs

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