Beta Rede faz primeira ação de marketing com o ClubHouse


A iniciativa teve o propósito de discutir como o aplicativo impacta os negócios e a cultura digital

O ClubHouse está no centro das atenções. Desde a semana passada não se fala em outra coisa quando o assunto é mídias sociais. A novidade tem provocado interações não somente no feed de notícias, mas, sobretudo, nos setores de marketing e propaganda, nos meios de comunicação e entre estrategistas e especialistas em marketing digital do Brasil e do mundo.

Com o propósito de explorar as possibilidades estratégicas da plataforma, a Beta Rede fez sua primeira ação de marketing com o aplicativo nesta quarta-feira (10). A iniciativa serviu para engajar o time interno da empresa e para reforçar o ClubHouse como ferramenta estratégica de comunicação.

O que é?

O ClubHouse é a primeira plataforma digital baseada em voz (drop-in audio chat) a alcançar valor de mercado de 1 bilhão de dólares. Lançada em 2020 pela empresa Alpha Exploration Co, sua popularidade foi impulsionada após uma conversa no aplicativo, no fim de janeiro, entre o bilionário Elon Musk (Tesla) e Vlad Tenev (app de investimentos Robinhood), tendo como pano de fundo uma intensa disputa no mercado de ações em Wall Street.

Já em dezembro de 2020 o ClubHouse tinha a quantidade estimada de 600 mil usuários, saltando dos 1,5 mil registrados nos primeiros meses após seu lançamento. Estima-se que, hoje em dia, este número esteja próximo dos seis milhões de internautas.

Restrições de acesso

Embora já exista o anúncio de lançamento para a plataforma Android, o ClubHouse ainda é restrito ao sistema operacional IOS e está aceitando apenas usuários convidados.

Tendências

Para Fernando Lisboa, diretor da Prósper Comunicação, a novidade é promissora, tende a enriquecer o ecossistema de informações e a ser mais uma opção para a participação de marcas em um ambiente social.

“Na medida em que o público for fidelizando e usando o ClubHouse, vários canais de conhecimento, de distribuição de informações e conteúdo vão ser criados por pessoas que têm maior afinidade com o áudio e com a escuta. Neste processo as marcas, assim como em todas as mídias sociais, passam a analisar as propriedades desta plataforma para, a partir daí, traçar estratégias para atuar dentro dela.”

Para o social media da Buzz.me, Thaylan Tolentino, o ClubHouse tende a atrair internautas por servir como um meio de aproximação. “Estar perto de pessoas que admiramos e ouvir ou conversar sobre assuntos que temos em comum é o que tem atraído o público para dentro das salas do ClubHouse numa experiência que nos permite ser mais horizontais e humanos, a depender dos mediadores”, afirma.

A ação da Beta Rede teve como alvo o público interno e consistiu em discutir, dentro da plataforma, de que maneira o ClubHouse reverbera nos negócios e na cultura digital.

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