Olhando para o alto


O último domingo, dia 11 de julho, foi histórico. O empresário e agora astronauta Richard Branson, a bordo do foguete da sua empresa, Virgin Galatic, redefiniu os limites da navegação espacial ao voar em uma espaçonave desenvolvida para fins comerciais. A viagem, que em 2001 custou cerca de 20 milhões de dólares para o primeiro turista espacial, deve ser vendida por cerca de 250 mil dólares a partir de 2022. E o voo ainda colocou Branson à frente em uma corrida espacial com outros bilionários, em especial o CEO da Tesla, Elon Musk, e o fundador da Amazon, Jeff Bezos, disputando, além de uma lista com centenas de interessados em viajar pelo espaço, o protagonismo na história.

Aterrissando de volta à nossa realidade, me perguntei quais são os reflexos de um mundo e uma sociedade em que viajar para o espaço passa a ser possível.

Uma coisa é fato: a distância que separa o local, onde vivemos, do global, visto do alto de um voo suborbital, não é mais uma barreira. Todos conhecem exemplos de empresas capixabas – que crescem exponencialmente por meio dos mesmos princípios e de modelos de trabalho cada vez mais compartilhados e acessíveis.

Mais do que isso, o mundo contemporâneo tornou questão de sobrevivência compreender estes princípios e o modelo mental dos empreendedores exponenciais. Convivemos com o legado de Bezos, Musk e Zuckerberg entre outros, diariamente, por meio de seus produtos, da cultura empreendedora e de um mundo em que a tecnologia e a comunicação são, sem qualquer sombra de dúvida, os “drives” da mudança.

Uma transformação tão poderosa que há poucos dias tornou o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook e sócio da B Capital Group, o brasileiro mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, ultrapassando, aos 39 anos de idade, o empresário Jorge Paulo Lemman – dono de um império com patrimônio estimado em US$ 19,5 bilhões.

Por isso, acredito que devemos compreender e seguir o exemplo dos grandes empreendedores do mundo pós-moderno. A começar pela mensagem – com o tom histórico que a ocasião exige – de Richard Branson, do alto do espaço:

“Para todas as crianças aí embaixo, já fui uma criança com um sonho, que olhava alto para as estrelas. Agora sou um adulto numa espaçonave. Para a próxima geração de sonhadores, se nós podemos fazer isso, imaginem só o que vocês poderão fazer”.

Mais ainda,  penso que a maior pista é que um empreendedor nunca deve parar de olhar para o próximo desafio. Seja melhorando seu negócio ou criando novas frentes de trabalho, empreender é entender que as oportunidades nunca param de chegar.

Afinal, ao chegar da viagem, Branson, que é dono de mais de 400 empresas, revelou mais planos: agora, quer construir um hotel no espaço. Alguém duvida?


Rimaldo de Sá – Founder e CEO da Beta Rede

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