Assistente virtual da Ales chega a 3 mil atendimentos por mês

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) é pioneira no setor público a implementar um serviço de atendimento via assistente virtual. Ela traz para esse segmento uma tendência que cresce exponencialmente no mercado para facilitar a comunicação entre empresas e consumidores por meio da inteligência artificial: o número de chatbots no Brasil subiu de 8 mil, em 2017, para 101 mil em 2021, segundo o banco de dados Statista.

E a aposta na ferramenta já mostra sucesso nos resultados. A Alesinha, como foi batizada a assistente virtual, chegou a uma média de 3 mil atendimentos por mês, com aprovação de 97% e uma capacidade muito rápida de entrega de informações. Implementada em 2020, a ideia inicial era atender os funcionários da Casa, mas expandiu sua atuação para a população.

O objetivo é democratizar o acesso à informação com transparência e agilidade, reduzindo a burocracia e o tempo de espera na consulta de dados públicos.

Com interações desenvolvidas a partir de informações retiradas de 10 bancos de dados relacionados às atividades do poder Legislativo do Espírito Santo, a Alesinha responde a perguntas sobre gastos dos deputados estaduais, legislações aprovadas e em tramitação, pautas do dia, funcionários da Ales, licitações, projetos de lei e link para ouvidoria e reclamações. O robô também faz agendamento de serviços presenciais, como emissão de RG.

A ferramenta foi desenvolvida pelo setor de Tecnologia da Informação da Ales em parceria com a empresa de segurança da informação e inteligência artificial Intelliway e pode ser acessada a partir do site da Assembleia Legislativa do Espírito Santo ou do Telegram. Nos próximos 12 meses, a população capixaba poderá interagir com a Alesinha também via WhatsApp e o serviço ganhará novas ferramentas, como um recurso para que as pessoas tirem dúvidas sobre temas abordados nas discussões da plenária da Ales.

Segundo explicou o diretor de TI da Ales, Dorimar Mandatto, em entrevista à Forbes, os áudios das discussões serão transcritos e armazenados no sistema que abastece a inteligência artificial.

“Nossa proposta é que a Alesinha faça uma busca completa nas bases de dados da assembleia, uma leitura imediata e disponibilize qualquer informação que a população deseja saber.”

Dorimar Mandatto – Diretor de TI da Ales

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